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| De forma
factual, com documentos históricos, prova-se não só a antiguidade, mas
também a importância que Fajão já deteve em toda a zona serrana. Pois,
poucos duvidam, um importante centro de comércio e onde pontificavam várias
lojas (até houve uma relojoaria!), hoje o panorama é significativamente
diferente, mas ainda assim Fajão tem uma razoável actividade comercial e
de serviços, como o Lar da 3ª Idade, Casa de Convívio, Museu,
Restaurante, Café, Residencial e loja de artesanato.
Para
atingir este patamar de desenvolvimento muito contribuiu a Comissão de
Melhoramentos da Freguesia de Fajão, que patrocinou obras decisivas para
o engrandecimento de Fajão. Merece, por isso mesmo, uma palavra de
destaque muito especial. Recordemos
aqui os escritos datados de 1943 e assinados por um dos mais influentes
regionalistas do seu tempo, José Maria de Almeida. “Em 1924, uma pléaide
de fajaenses fundou o Grupo Bandolinista Fajaense, primeiro agrupamento de
finalidades regionalistas fundado por elementos da colónia de Fajão
residente em Lisboa e que tinha a sua sede na Calçada de Santo André,
105 – 4º Dto. Tomaram
parte nessa organização os senhores Alfredo Gaspar, Augusto Silva, José
de Campos, Antonino de Almeida, José Maria de Almeida e António Joaquim
de Almeida. Tornou-se
bem conhecida a existência deste primeiro agrupamento fajaense, pelas
frequentes excursões que realizou a diversos pontos do nosso distrito e
por outras actividades em que predominava sempre a beleza artística no
seu aspecto musical. Mas
se esse aspecto era o mais saliente, conforme a própria denominação
colectiva indicava – outro fim, bem dignificante e meritório –
constituíu o motivo altruísta da sua criação, bastando uma rápida
leitura da sua lei estatutária para se verificar que ela preceituava como
princípio fundamental, a realização dos melhoramentos mais necessários
a toda a freguesia de Fajão. E
foi dentro destes princípios que se levou a efeito e com êxito o
encanamento do barroco que atravessa a vila de Fajão...”. Foi
efémera a vida deste agrupamento (ainda existem espécimens de bilhetes
de espectáculos seus), mas não se extinguiu o espírito regionalista que
o animava. Assim, volvidos poucos anos, no início da década de trinta,
doze regionalistas que alguém apelidou os “Doze pares de França –
esses denodados cavaleiros do Imperador Carlos Magno” deram vida à Liga
Pró-Melhoramentos da Freguesia de Fajão. Foram eles: Abel Martins de
Almeida, António Augusto Esteves, José Augusto Esteves Cardoso, Júlio
Vicente da Silva, Alfredo Dias, José da Cruz, Henrique da Cruz, António
da Cruz Almeida, Abílio de Almeida, Germano Augusto Ramos, Júlio Martins
de Almeida e José Francisco Nunes. A
obra desta liga é bem conhecida de todos e não serão, certamente,
necessários grandes alaridos para se tornar na grande referência desta
vila. O espírito eu presidiu à sua fundação é imortal e viverá para
sempre no coração dos fajaenses. Isaura Fernandes ALGUMAS OBRAS PARTICIPADAS OU EXECUTADAS PELA C.P.M.F.F.
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